Segundo o Conselho Federal de Medicina na Resolução CFM nº 1.643/2002, a telemedicina é “o exercício da Medicina através da utilização de metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em Saúde”.

 

O órgão também estabelece que todos os serviços prestados a partir dessa especialidade deverão ter uma infraestrutura apropriada e obedecer a normas técnicas do CFM no que se refere à guarda, manuseio, transmissão de dados, confidencialidade, privacidade e garantia do sigilo profissional.

 

Com o avanço das tecnologias, a telemedicina chegou trazendo agilidade no atendimento, rompendo barreiras e eliminando distâncias ao contribuir com regiões longe dos centros urbanos que são carentes de médicos especializados em determinadas áreas. A telemedicina, então, não só conecta médicos e pacientes como também profissionais de saúde à especialistas do outro lado do país e do mundo!

 

Para as clínicas e hospitais, a telemedicina permite o armazenamento de dados restritos de forma segura na nuvem – e os documentos médicos não sofrem com a ação do tempo por serem todos digitais. Além disso, aumenta a produtividade, a agilidade na entrega do laudo e reduz custos.

 

Para pacientes, facilita os diagnósticos dos enfermos que moram em regiões desprovidas de especialistas – permitindo a interpretação à distância dos exames e a emissão de laudos. Outro benefício é a facilidade no tratamento e monitoramento de pacientes através de prescrições médicas online.

 

Esta prática teve origem em Israel, na década de 50, e é bastante usada nos países da Europa, Estados Unidos e Canadá. Aqui no Brasil, em 2018, houve a tentativa de modernizar o conceito de telemedicina, mas uma nova resolução por parte do CFM ainda está em análise.

 

 

O AVANÇO DA COVID-19

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recebeu o alerta do governo chinês no último dia de dezembro de 2019 sobre uma série de casos de pneumonia de origem desconhecida em Wuhan. Desde então, a Covid-19 matou milhares de pessoas na China e se disseminou rapidamente pelo mundo todo. A OMS decretou estado de emergência pública de interesse internacional no final de janeiro deste ano. Em março, o número de casos saltou de 100 para 800 mil e já ultrapassou mais de milhão em abril.

 

No Brasil, o início do contágio pela Covid-19 aconteceu no final de fevereiro, após um senhor de 61 anos testar positivo ao chegar da Itália. A partir daí, já foram confirmados mais de 30 mil casos, causando quase 2.000 mortes.

 

O país passou a adotar uma série de medidas para diminuir a propagação do vírus e evitar o colapso do sistema de saúde nacional: decreto de quarentena, com o fechamento de todo o comércio, exceto de serviços considerados essenciais, como supermercados e farmácias; aulas em escolas e universidades suspensas; eventos com grande número de pessoas proibidos; redução de frota no transporte público; permissão de funcionamento para restaurantes e bares apenas com entrega em domicílio; consultas médicas em clínicas e hospitais apenas em caso emergencial.

 


A IMPORTÂNCIA DA TELEMEDICINA NO COMBATE À PANDEMIA

 

Um dos propósitos da telemedicina para o sistema de saúde é a descentralização da assistência médica a fim de evitar a procura por especialistas e hospitais logo no início do atendimento. E é exatamente partindo desse princípio que ela ajuda a não sobrecarregar o sistema de saúde em época de pandemia.

 

Há uma preocupação que a curva de infectados pela Covid-19 suba numa velocidade grande e que o sistema de saúde, como falado anteriormente, entre em colapso, não dando conta da demanda no atendimento por causa da quantidade limitada de leitos disponíveis para a população.

 

Faz-se necessário deixar o atendimento em hospitais, clínicas e postos de saúde livres para aqueles pacientes que necessitem realmente de cuidados especiais e presenciais. Porém, a relação médico-paciente precisa ser mantida de uma forma segura. Daí a importância da telemedicina no combate ao coronavírus.

 

O CFM e o Ministério da Saúde permitiram o trabalho remoto de médicos no atendimento pré clínico, de suporte assistencial, de consulta, monitoramento e diagnóstico enquanto durar o combate à pandemia. Ambos os órgãos consideram que a prática pode ser uma importante ferramenta para evitar a propagação do vírus entre os brasileiros:


• O atendimento à distância evita que os pacientes saiam do isolamento;
• Pacientes infectados ou com suspeita de Covid-19 permanecem em quarentena;
• Preservação dos profissionais de saúde, que podem acompanhar pacientes sem entrar em contato físico com eles;
• Evita a falta de materiais de proteção para os profissionais de saúde que estão na linha de frente, como máscaras, luvas, entre outros.

 

O Conecta Médico sempre acreditou na necessidade de tornar o acesso à saúde mais digital e sem barreiras. Há três anos, nossa plataforma digital gratuita vem sendo desenvolvida para que médicos atendam pacientes através de videochamada e acompanhem tratamentos à distância.

 

Além disso, estamos apoiando a “Ação Humanitária de Enfrentamento da Covid-19”, criada pelo Departamento de Pneumologia da UNIFESP, liderados pela Drª Jaquelina Ota, em parceria com o Grupo de Médicos do Hospital São Paulo. Fazendo uso de nossa plataforma de telemedicina, médicos especializados atenderão pessoas com dúvidas ou risco de ter contraído a Covid-19 que necessitem de primeiras orientações e direcionamento. O atendimento é gratuito.

 

Telemedicina e Conecta Médico: juntos no combate à Covid-19!
 

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